He Has My Life

Gold Can Stay

Roughly nine years ago this was me.

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A warm summer afternoon.  Stretched out on the front porch, a couple of pillows under my head, a good book in my hands and nothing else in front of my eyes.

Not much could disturb me, and I would move only to turn a page or reach for the lemonade perched to my right on the table.

Today this kind of decadence is not possible.  Though I can sit, now more than ever, I can’t luxuriate uninterruptedly for hours on these cushions, in that breeze.  Laundry needs to be done, floors need to be vacuumed.  Children need to be watched and cared for.

But he can–for now.  And he should.

He has what was my life.  What will be my life again all too soon.

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El Papa de la libertad de espíritu y de la razón cordial. Leonardo Boff

Papa with Mr/Mrs Wheatly and Otis

Papa with Mr/Mrs Wheatly and Otis (Photo credit: Robert of Fairfax)

 

Brasília - A ministra da Casa Civil, Dilma Rou...

Brasília – A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante apresentação do plano de habitação às centrais sindicais (Photo credit: Wikipedia)

En español más abajo. 

O Papa da liberdade de espírito e da razão cordial

2013-07-26

Uma das maiores conquistas da pessoa humana em seu processo de individuação é a liberdade de espírito. Liberdade de espírito é a capacidade de ser ser duplamente livre: livre das injunções, regras, normas e protocolos que foram inventados pela sociedade e pelas instituições para uniformalizar comportamentos e moldar personalidades segundo tais determinaçãos. E significa fundamentalmente ser livre para ser autêntico, pensar com sua própria cabeça e agir consoante sua norma interior, amadurecida ao largo de toda vida, na resistência e na tensão com aqueles injunções.

E essa é uma luta titânica . Pois todos nascemos dentro de certas determinações que independem de nossa vontade seja na família, na escola, na roda de amigos, na religião e na cultura que moldam nossos hábitos. Todas estas instâncias funcionam como super-egos que podem ser limitadores e em alguns casos até castradores. Logicamente, estes limites desempenham uma função reguladora importante. Pelo fato de o rio possuir margens e limites é que ele chega ao mar. Mas estes podem também represar as águas que deveriam fluir. Então se esparram pelos lados e se transformam em charcos.
As atitudes e comportamentos surpreendentes do atual bispo de Roma, como gosta de se apresentar, comumente chamado de Papa, Francisco, nos evocam esta categoria tão determinante da liberdade de espírito. Normalmente o cardeal nomeado Papa logo incorpora o estilo clássico, sacral e hierático dos Papas, seja nas vestimentas, nos gestos, nos símbolos do supremo poder sagrado e na linguagem. Francisco, dotado de imensa liberdade de espírito, fez o contrario: adaptou a figura do Papa a seu estilo pessoal, aos seus hábitos e às suas convicções. Todos conhecem as rupturas que introduziu sem a maior cerimônia. Aliviou-se de todos os símbolos de poder, especialmente, a cruz de ouro e pedras preciosas e o mantelo (mozetta) colocado aos outros, cheio de brocados e preciosidades, outrora símbolo dos imperadores romanos pagãos: sorrindo disse ao secretário que queria colocá-lo a seus ombros: “guarde-o porque o carnaval já acabou”. Veste-se na maior sobriedade, de branco, com seus sapatos pretos habituais e, por baixo, com sua calça também preta. Dispensou todas as facilidades atribuídas ao supremo Pastor da Igreja, desde o palácio pontifício substituído por uma hospedaria eclesiástica, comendo junto com outros. Pensa antes no pobre Pedro que era um rude pescador ou em Jesus que, segundo o poeta Fernando Pessoa, “não entendia nada de contabilidade nem consta que tinha biblioteca”, pois era um “fac-totum” e simples camponês mediterrâneo. Sente-se sucessor do primeiro e representante do segundo. Não quer que o chamem de Sua Santidade, pois se sente “irmão entre irmãos”, nem quer presidir a Igreja no rigor do direito canônico, mas na caridade calorosa.
Em sua viagem ao Brasil mostrou sem nenhuma espetacularização, esta sua liberdade de espírito: deseja como transporte um carro popular, um jeep coberto para locomoção no meio do povo, para abraçar crianças, para tomar um pouco de chimarrão, até trocar seu “solideo papal branco” da cabeça, por um outro, meio desengonçado oferecido por um fiel. Na cerimônia oficial de acolhida por parte do Governo que obedece a um rigoroso protocolo, após o discurso, vai à Presidenta Dilma Rousseff e a beija para estarrecimento do mestre de cerimônia. E muitos seriam os exemplos.
Esta liberdade de espírito lhe traz uma inegável irradiação feita de ternura e vigor, as caraterísticas pessoais de São Francisco de Assis. Trata-se de um homem de grande inteireza. Tais atitudes serenas e fortes mostram um homem de grande enternecimento e que realizou uma significativa síntese pessoal entre o seu eu profundo e o seu eu consciente. É o que esperamos de um líder, especialmente religioso. Ele evoca ao mesmo tempo leveza e segurança.
Esta liberdade de espírito é potenciada pelo resgate esplêndido que faz da razão cordial. A maioria dos cristãos estão cansados de doutrinas e são céticos face a campanhas contra reais ou imaginados inimigos da fé. Estamos todos impregnados até a medula pela razão intelectual, funcional, analítica e eficientista. Agora vem alguém que a todo momento fala do coração como o fez em sua fala na comunidade (favela) de Varginha ou na ilha de Lampedusa. É no coração que mora o sentimento profundo pelo outro e por Deus. Sem o coração as doutrinas são frias e não suscitam nenhuma paixão. Face aos sobreviventes vindos de África, confessa: “somos uma sociedade que esqueceu a experiência de chorar, de ‘padecer com’: a globalização da indiferença tirou-nos a capacidade de chorar”. Sentencia com sabedoria: “A medida da grandeza de uma sociedade é dada pelo modo como trata os mais necessitados”.  Por esta medida, a sociedade mundial é um pigmeu, anêmica e cruel.

A razão cordial é mais efetiva na apresentação do sonho de Jesus que qualquer doutrina erudita e tornará o seu principal arauto, o Francisco de Roma, uma figura fascinante que vai ao fundo do coração dos cristãos e de outras pessoas.

El Papa de la libertad de espíritu y de la razón cordial

2013-07-26

 

Una de las mayores conquistas de la persona humana en su proceso de individuación es la libertad de espíritu. Libertad de espíritu es la capacidad de ser doblemente libre: libre de las imposiciones, reglas, normas y protocolos que fueron inventados por la sociedad y por las instituciones para uniformar comportamientos y moldear personalidades según tales determinaciones. Y significa fundamentalmente ser libre para ser auténtico, pensar con la propia cabeza y actuar conforme a su norma interior, madurada a lo largo de toda la vida, en resistencia y en tensión con aquellas imposiciones.Y ésa es una lucha titánica. Pues todos nacemos dentro de ciertas determinaciones que no dependen de nuestra voluntad, ya sea en la familia, en la escuela, en el grupo de amigos, en la religión y en la cultura que moldea nuestros hábitos. Todas estas instancias funcionan como super-egos, que pueden ser limitadores, y en algunos casos incluso castradores. Lógicamente, estos límites desempeñan una función reguladora importante. Gracias a sus orillas y sus límites el río puede ser conducido hasta el mar. Pero esos límites pueden también represar las aguas que deberían fluir. Entonces se desbordan por los lados y se transforman en charcos.Las actitudes y comportamientos sorprendentes del actual “obispo de Roma”, como gusta de presentarse, comúnmente llamado Papa, Francisco, nos evocan esta categoría tan determinante de la libertad de espíritu.

Normalmente el cardenal nombrado Papa asume enseguida el estilo clásico, sacral y hierático de los Papas, tanto en la vestimenta, como en los gestos, los símbolos del supremo poder sagrado, y en la forma de hablar. Francisco, dotado de una inmensa libertad de espíritu, ha hecho lo contrario: ha adaptado la figura del Papa a su estilo personal, a sus hábitos y a sus convicciones. Todos conocemos las rupturas que ha introducido sin mayor ceremonia. Se ha despojado de todos los símbolos de poder, especialmente, la cruz de oro y piedras preciosas y la mozetta, llena de brocados e preciosidades, en otro tiempo símbolo de los emperadores romanos paganos; sonriendo, dijo al secretario que iba a colocárselo sobre los hombros: “guárdela, porque el carnaval se ha acabado”. Se viste con la mayor sobriedad, de blanco, con sus zapatos negros habituales y, por debajo, con sus pantalones también negros. Ha dejado de lado todas las comodidades atribuidas al supremo Pastor de la Iglesia, incluso el palacio pontificio, sustituyéndolo por una hospedería eclesiástica, comiendo junto con los demás comensales. Piensa más bien en el pobre Pedro, que era un rudo pescador, o en Jesús que, según el poeta Fernando Pessoa, “no entendía nada de contabilidad ni consta que tuviera biblioteca”, pues era un “fac-totum”, un sencillo campesino mediterráneo. Se siente sucesor del primero y representante del segundo. No quiere que lo llamen “Su Santidad”, pues se siente “hermano entre hermanos”, ni quiere presidir la Iglesia con el rigor del derecho canónico, sino en la caridad cariñosa.

En su viaje a Brasil ha mostrado sin ninguna espectacularización esta su libertad de espíritu: desea como transporte un carro popular, un jeep cubierto para moverse en medio del pueblo, para abrazar a los niños, para tomar un poco de cimarrón, incluso intercambiar su “solideo papal blanco” de la cabeza por otro medio descompuesto ofrecido por un fiel. En la ceremonia oficial de acogida por parte del Gobierno, que obedece a un riguroso protocolo, después del discurso, se acerca hasta la Presidenta Dilma Rousseff y le da un beso, para horror del maestro de ceremonias. Y muchos otros ejemplos.

Esta libertad de espíritu le da una innegable irradiación, mezcla de ternura y vigor, las características personales de San Francisco de Asís. Se trata de un hombre de gran entereza. Tales actitudes serenas y fuertes muestran un hombre de gran compasión, que realizó una significativa síntesis personal entre su yo profundo y su yo consciente. Evoca al mismo tiempo levedad y seguridad. Es lo que esperamos de un líder, especialmente religioso.

Esta libertad de espíritu es potenciada por el rescate espléndido que hace de la razón cordial. La mayoría de los cristianos están cansados de doctrinas y son escépticos frente a campañas contra reales o imaginarios enemigos de la fe. Estamos todos impregnados hasta la médula por la razón intelectual, funcional, analítica y eficientista. Ahora viene alguien que en todo momento habla desde el corazón como lo hizo en sus palabras en la comunidad (favela) de Varginha, o en la isla de Lampedusa. Es en el corazón donde mora el sentimiento profundo hacia el otro y hacia Dios. Sin el corazón las doctrinas son frías y no suscitan ninguna pasión. Frente a los sobrevivientes venidos de África, confiesa: ”somos una sociedad que ha olvidado la experiencia de llorar, de ‘padecer con’: la globalización de la indiferencia nos ha robado la capacidad de llorar”. Sentencia con sabiduría: “La medida de la grandeza de una sociedad viene dada por el modo como trata a los más necesitados”. Según esta medida, la sociedad mundial es un pigmeo, anémica y cruel.

La razón cordial es más efectiva para la presentación del sueño de Jesús que cualquier doctrina erudita, y hará de su principal heraldo, Francisco de Roma, una figura fascinante que llega al fondo del corazón de los cristianos y de otras personas.

Don José Armendáriz Torres, en entrevista. Los auténticos reboceros. Por Silviano Martínez Campos

Don José Armendáriz Torres, en entrevista. Los auténticos reboceros. Por Silviano Martínez Campos.

Don José Armendáriz Torres, en entrevista. Los auténticos reboceros. Por Silviano Martínez Campos

Don José Armendáriz, en el patio arbolado del taller

Martínez Campos, 23/VII/013

GUIA

 

                            Silviano Martínez Campos

      LA PIEDAD, 22 de Julio.-  La semana del 15 AL 21 fue la de los reboceros; pero no del equipo de ese nombre que los negociantes del deporte  del futbol sacaron de La Piedad, sino del gremio de artesanos que han dado  fama a la prenda femenina, particularmente la cooperativa que fundada y promovida por sacerdotes, cumplió este domingo sus cincuenta años de vida productiva.Don José Armendáriz, en el templo

         Los festejos incluyeron un reconocimiento del Ayuntamiento de  La Piedad, cuyo alcalde Hugo Anaya Avila expresó que los verdaderos reboceros son los artesanos y no los del deporte, una referencia  a la frustración tal vez compartida con la afición tan marcada al deporte del futbol, afición  que se desengañó cuando al triunfante equipo Reboceros se lo llevaron a Veracruz.

         Esta ciudad media del Occidente michoacano, encrucijada geográfica de tres Estados, se ha distinguido, además de su devoción por el Cristo bajo la advocación de El Señor de la Piedad,  por su espíritu emprendedor en el ramo de la porcicultura y por su industria artesanal del rebozo, muy en especial por la emprendida por los artesanos asociados en la cooperativa festejada.

         Conferencias sobre el rebozo, su historia, su tradición; una pasarela artística con jóvenes luciendo la prenda; una misa en la que participaron los miembros del gremio rebocero y, desde luego el reconocimiento oficial, fueron algunos de los 14 actos con los cuales los piedadenses rememoraron los esfuerzos de estos artesanos por producir la tradicional prenda, de manera artesanal, pero con pericia y con arte.Una vista del taller de la cooperativa rebocera

         Don José Armendáriz Torres uno de los fundadores de la Cooperativa de Producción Textil Artesanal de la Piedad de Cavadas, 80 años bien aprovechados y actual secretario del consejo de administración, relató a quien escribe,  la historia de la cooperativa, tan vinculada a La Piedad:

         —- Me doy cuenta que están de manteles largos, o más bien de rebozos grandes, si valiera la expresión. Qué se siente estar celebrando cincuenta años de cooperativados.

         —- Una gran alegría y satisfacción y al mismo tiempo le damos muchas gracias a Dios nuestro Señor, porque nos dejó llegar a los cincuenta años, y queremos seguir a otros cincuenta años más todavía.

         — Es un optimismo muy racional y muy encomiable, les deseo muchos más todavía. Eso en lo personal. Usted cuántos años lleva de cooperativado, ¿desde el inicio?.Trabajo artesanal complicado...

         — – Desde el inicio de la sociedad cooperativa. Pero antes, ya trabajaba yo con los patrones de la unión de reboceros. Nos independizamos para hacer nuestra sociedad cooperativa, por cosas muy lógicas que a veces el sindicato y el patrón, a veces no salimos de acuerdo. Y gracias a un sacerdote que se llamaba Vicente Flores Pérez,  él nos unió en cooperativa, ayudado por el señor cura en aquel tiempo, don José Olalde Bustos, que le dio luz verde.

         — Con cuántos miembros comenzó la cooperativa.

         — Nos registramos, en el acta constitutiva, 75 nombres, porque todos querían entrar. Pero ya después quedamos 42.

         —Cuarenta y dos, los dueños, en este caso. Cuántos permanecen ahora como socios.En otra vista, el taller de rebozos

         —  Permanecemos ocho socios, ocho fundadores y con todo el grupo, somos como unos veinte agregando los aspirantes a socios.

         — Hablando en términos laborales, cuántos trabajadores en conjunto permanecen activos en la cooperativa.

         — Permanecemos  exactamente 16 trabajadores activos, y cuatro que están enfermos.

         —Les deseo en lo personal pronta recuperación. Después de un largo lapso de cincuenta años, le deseamos, como usted dice, se prolongue por muchos más, qué experiencias  principales, fundamentales, pudiera usted platicar en torno a este centro de trabajo.

         PENALIDADES, INCOMPRENSIONES AL PRINCIPIO

         — Las experiencias son de que, como somos trabajadores y patrones, no andamos mendigando con los patrones a que nos den trabajo. Esa es una. Con nuestro trabajo tenemos alimento para nuestras familias. Y la otra, también gracias al Seguro Social Mexicano que se instaló en esos años, aquí en La Piedad, tuvimos muchos beneficios. Aunque le voy a decir una cosa, el Seguro Social nos registró con más trabajadores que no estaban de planta. Esos trabajadores empezamos a hacer la cooperativa con puro trabajo, sin ganar dinero, que es única en el mundo casi, duramos ocho meses así, hasta que logramos el producto para poderlo vender.Don José Armendáriz, junto a un telar que opera una trabajadora-

         Nosotros no quisimos  fabricar rebozos, porque  no quisimos hacerle  la competencia a nuestros patrones reboceros. Empezamos a fabricar telas de manta y telas de (ilegible) con acuerdo del padre Vicente Flores, promotor de la cooperativa, con acuerdo de los patrones reboceros, que dejaban trabajar a sus trabajadores dos horas, los que quisieran ir a ingresar a la cooperativa y los volvieran a recibir, seguíamos trabajando con ellos.

         Cosa que duró poco tiempo, porque, como no se pagaba nada, y al ver el  padre que se necesitaba comer algo, nos consiguió una ayuda social ante el presidente de los Estados Unidos, en aquel tiempo John F. Kennedy. Con esa ayuda social que consistía en aceite, harina, maíz amarillo, con eso nos sosteníamos muy bien como familia.En pleno trabajo de los artesanos. A la izqierda, don José Armendáriz

         Y después, se emocionó tanto el  padre, que en compañía de un amigo de él, que era Aurelio Melchor Luna, que en paz descanse, ya se murió. Éste le dijo: padre, vamos a confeccionar de las telas de manta, prendas de vestir para las mujeres, vamos a hacer vestiditos, cotorinas, blusas y también hay qué comprar máquinas tejedoras para jueguitos de bebé de niño y el padre se endrogó más todavía  con esas máquinas.

         Primeramente, él nos prestó  mil quinientos pesos, prestados, para comprar hilo de algodón, se lo fuimos a comprar a la fábrica Providencia, de Uruapan, Michoacán, donde después se dieron cuenta y nos dieron una gran ayuda los dirigentes de la Sociedad Cooperativa La Providencia, fábrica de hilados y tejidos. Tenían muy buenos dirigentes allí, muy buenas enseñanzas, gracias a ellos, la cooperativa, en el trámite legal, se ha sostenido, se ha sabido defender tanto de las leyes cooperativas, como del gobierno.El reconocimiento del Ayuntamiento a los reboceros artesanales

         — ¿ Puedo entender que  ustedes inicialmente no pensaban en ser reboceros, sino de establecer un negocio de textiles, en general, confección en general?.

      TAMBIÉN APRENDIZAJE Y FRACASOS TEMPORALES

         —- Sí, pero mire, desgraciadamente, en primer lugar se fue a vender  esa producción, acá por el rumbo, por El Pacífico, que fue Puerto Vallarta, Culiacán y Ensenada Baja California. Fue en tiempo de calor,   ¡qué íbamos a vender, nada!. Fue un gran fracaso, que después el padre Flores se dio cuenta que se burlaron de él, uno de los patrones reboceros y a él le entró el amor propio y dijo: ahora  sí, mis chiquiaos,  porque así nos decía, vamos a hacer rebozos. Y compró unas máquinas de articela, porque esa era la base para seguir adelante, máquinas dobladoras, carretero y torcedora, y la otra no recuerdo, eran cuatro máquinas, las compró en veinte mil pesos, el padre se endrogó, no sé de dónde sacaría dinero, pero él se endrogó. Más, con las máquinas de costura, el monto del dinero ya era mucho.Preparándose para la pasarela

         — El intento de hacer un negocio, taller de confección, de telas, en fin, si debo expresarlo así, ¿comenzó mucho antes de que se formalizara el 63 la cooperativa?.

         —- No, la cooperativa nació el 21 de julio de 1963. Durante tres años sufrimos mucho para conseguir el registro nacional cooperativo y fueron muchas trabas por las que pasamos. Muchos sufrimientos, denuncias, demandas y toda serie de cosas peligrosas.

         —- ¿Hubo alguna hostilidad de competencia, por decir de competencia, por lo que haya sido, de sectores productivos del ramo, aquí?.Antes de la pasarela

         —-Sí, mire. Primeramente nosotros antes de obtener el registro, comprábamos la articela en el mercado negro. Uno de los patrones reboceros  nos pasaba la articela vendida acá  por debajito, aunque sabía que estaba penado por la unión de reboceros que no nos vendieran ni una hebra de articela. Fue la razón por la que sufrimos mucho. Y claro, nuestro rebozo, no podíamos competir con la unión de patrones, porque nos salía más caro a nosotros la obra.

         ¿Cuándo fue cuando nos compusimos?, cuando nos llegó el registro cooperativo y ya pudimos vender, comprar articela de la fábrica ,  ya nos pudieron vender.

         —O sea, mientras estaba en trámite el registro ¿no podían ustedes tomar iniciativas que hicieran despegar pronto a la cooperativa?.Frente a la escuela de artes

         —- Claro que no. Porque era mucho, muchos sufrimientos y también teníamos muchas trabas. Afortunadamente ya con el registro, empezó a crecer la producción, la materia prima, más barata, y ya  pudimos competir con nuestros competidores, los patrones.

         — Resulta que su cooperativa no solamente se convirtió en un medio de vida para ustedes, y sus familias, sino se volvió la única, la exclusiva fábrica de rebozos que ha ganado fama nacional y tal vez internacional.

—- Así es.

—- ¿Por qué?Lindas muchachas modelando rebozos

         EN 1925 NACIÓ EL EQUIPO LIBERTAD, DE FUTBOL

—- Quiero destacar una cosa muy importante. Mire, nosotros trabajamos con los patrones reboceros, eran muchísimos en ese tiempo. Nos dimos cuenta que en el año 1925, había un taller de rebocería, muy grande, y de allí nació un equipo de futbol que se llama El Libertad, todavía existe aquí en La Piedad. Aportó jugadores para la selección de La Piedad, cuando ingresó a la segunda división y ese mismo año, con puros jugadores piedadenses, subieron a primera división, porque fueron campeones. Ese equipo de La Piedad competía con el equipo de Zamora, Irapuato y Morelia. Se daban unos entres muy buenos. Eran muy bonitas esas épocas.

         Primeramente subió La Piedad, después subió el Morelia y luego después el Zamora. Un orgullo para Michoacán de haber tenido tres equipos de primera división, de liga mayor, pues, ¿verdad?. Ahora, pues tenemos el Morelia. Tenemos ahorita una tristeza grande, de que el equipo de futbol que teníamos aquí, los dueños eran de Veracruz y ellos no cumplieron su palabra, dijeron que aquí iba a seguir el equipo y ya cuando recibieron las mieles del triunfo, la corona, se fueron a Veracruz.Las pequeñitas también exhibieron los rebocitos

         Pero no le hace, los Reboceros se fueron pa’allá, pero los reboceros de aquí nos quedamos aquí.

         — Como acaba de decir el alcalde Hugo Anaya, los auténticos reboceros son  ustedes.

         —- Exactamente.

         —- Así es de que no fue, lo que percibo, del agrado de ustedes, que el equipo aquel que recibió el nombre de Reboceros, se haya salido del lugar donde nacieron Los Reboceros.

         —- Bueno, le quiero decir que en ese tiempo, la Unión de Reboceros estaba muy bien trabajando. Un hombre que se llamaba Salvador Pérez Cázares, su patrón, les decía a sus trabajadores: necesito que den una cuota de un peso para ayudar al equipo de La Piedad y por eso también nació el nombre de Reboceros de ese tiempo, el tiempo de los patrones.En plena exhibidión de rebozos

         Ahora, ya con la cooperativa, ya que bajó el equipo de La Piedad y volvió a subir, pues nosotros agrandamos más el nombre de reboceros, como cooperativista. En el otro equipo, que volvió a subir, y en este equipo que también volvió a subir (ha subido dos veces). Pero desgraciadamente lo han vendido.

         La anterior vez lo vendieron a Querétaro y ahora, pues a Veracruz.

         —- Así es de que usted, es obvio decirlo, como parte de la afición, ¿quedó profundamente decepcionado de ese traspaso, o como se pueda calificar?.

         —- Claro que sí. ¿Qué debemos hacer?. Empezar de ceros, por medio del Ayuntamiento y personas que se asocien, hacer un buen patronato y tengan un equipito, pues no digo que bueno, pero que tengan voluntad y ese equipo que tenga voluntad volverá otra vez a darnos satisfacciones grandes e incluso  podrá llegar a la segunda división otra vez.Los fundadores de la cooperativa rebocera,  en 1963

         —-En otra cosa. Tengo entendido que los talleres que ustedes conservan, son los adecuados para elaborar en cantidad y en calidad, el rebozo, puesto que una nueva tecnología no se prestaría para hacerlo tal cual.

                   EN ESTO, LOS CHINOS NO NOS INVADEN

         —- De ninguna manera. Mire, aunque digan que los chinos, nos están invadiendo, no nos invaden porque en la punta del rebozo, nuestras empuntadoras usan los dedos, usan los dedos y no hay máquinas de los chinos que hagan el trabajo como hacen las empuntadoras con los dedos. Incluso hubo una empuntadora que no sabía leer y ella le ponía las letras a las puntas, imagínese nomás qué cabeza de esa mujer.Presentación de las ofrendas

         —- Y cómo nació el puntito  en los rebozos esos en los cuales nos arrullaron nuestras madres.

         —- Se fue perfeccionado poco a poco ese empuntado. Poco a poco. Hubo muchas cabezas que vinieron a dar los experimentos de esas puntas. Ahorita acabo de decir que no sabía leer esa mujer, hizo eso, las demás, que sí sabían leer, pues hacían otras cosas maravillosas.

         —- ¿Podríamos decir que hacían y hacen las prendas con amor, porque están destinadas a alguien que ama, como es la mujer?.

         —- Claro que sí. El rebozo es una cuna donde nacimos nosotros de chiquillos. El rebozo sirve para muchas cosas, para que  la mujer se vea más elegante y más preciosa. El rebozo también sirve, como en Tenancingo, desgraciadamente para las que se mueren, se van con su rebozo en el féretro.El sacerdote recibe las ofrendas

         —- ¿Pero esa sería una costumbre que más bien honraría el uso del rebozo, no?. El rebozo que trasciende a otra dimensión que llamamos cielo, algo así. Como símbolo.

         —-  Sí, claro, como símbolo.

         —- ¿Hay alguna idea, alguna intención de mejorar la elaboración del rebozo, nuevo rebozo, o así como están se conservan?.

         —- Mire, para mejorar, lo que usted me dice primeramente, necesitamos que el mercado nos ayude a comprar nuestras prendas y al mismo tiempo darle el gusto de esas prendas que ellos quieren. Si no, pues  nos vamos a seguir sosteniendo con los que nos hagan el favor de comprar los rebozos tal y como lo estamos haciendo.El párroco bendice a una trabajadora

         Si nos piden el rebozo que estamos haciendo, pues ya con eso es mucha gran ventaja. Nos hemos sostenido cincuenta años.

         —- A este propósito, el homenaje oficial que acaba de hacer el Ayuntamiento, encabezado por el alcalde Hugo Anaya, ¿podría quedarse nada más en un homenaje, o cree usted que pudiera significar algún apoyo para que la industria del rebozo, la artesanía del rebozo no solamente se conserve y amplíe mercados sino que crezca y amplíe más mercados aún?.Uno de los telares

         —- El alcalde Hugo Anaya es un hombre de mucha visión. Es un hombre que lo que prometió en campaña política, lo está cumpliendo ahora ya como presidente municipal. El tiene mucha ilusión de que el rebozo se mantenga por mucho tiempo. Su intención es es apoyarse en el gobierno federal, en el gobierno estatal para asimismo que se nos den facilidades para salir a vender nuestro rebozo donde se compra. Por ejemplo en Chiapas, Mérida, el mismo Santa María del Río donde allí también hacen rebozos. Allí hacen rebozo de seda. Pero como el rebozo de nosotros es más barato, popular y también se ve vistoso, pues allí lo compran, en el mismo Santa María.

RESPETOS PARA EL REBOZO DE SEDA. EL DE AQUÍ, POPULAR

         Mis respetos para el rebozo de seda, porque tiene mucho trabajo y mucha sabiduría, vamos pero nosotros hacemos lo nuestro. Y cada ciudad tiene sus culturas, mantiene sus culturas conforme a la fabricación de rebozos. Para que  no se desaparezca esa imaginación de esas personas que hacen sus inicios de sus abuelitos, de sus bisabuelitos, que no se les pierda esa cultura. Yo aprecio mucho a los rebozos de Tenancingo, porque son unos rebozos preciosos también.

         —- ¿Me podría mencionar los nombres completos de los directivos actuales?.

         —- Sí, cómo no, con mucho gusto:  los directivos de la sociedad cooperativa están formados de la siguiente forma: presidente del consejo de administración, Librado Vicente Madrigal Tafoya; secretario, su servidor José Armendáriz Torres; en el consejo de vigilancia, Antonio Bravo; secretaria,  señorita María Elena Vázquez Solís; ,y vocal el compañero Alfonso Ramírez Hernández; jefe de producción, Vicente Madrigal Centeno; educación y  propaganda, una señorita que está de aspirante a socia, Irma Pérez.Otra gráfica de telar, operado por una trabajadora

         —- ¿Puede mencionarme algunos nombres de los fundadores, pues mencionó sesenta o más, de los que usted recuerde o quiera decirme?.

         —- En primer lugar, su servidor José Armendáriz, Francisco Montoya, el primer presidente que fue de la sociedad cooperativa; Juan  Chavoya Zaragoza, Elías Martínez Jiménez, Pascual Guzmán Vera, Francisco Guzmán Vera, Trinidad Guzmán López, Juan García Torres , el se Salió de la cooperativa y es un gran empresario. De la cooperativa se han salido a otros lugares, pero han hecho unas empresas maravillosas, personales, pues. Juan Palomino Pérez, Antonio Licea Espinoza, Antonio Barajas Rodríguez, Miguel Heredia Pérez, Rafael Heredia Pérez; Basilio Montañez Cortés, Rafael Bravo Montoya, José Reyes Aranda, Antonio Reyes Villanueva, Guillermo Reyes Villanueva, Trinidad Reyes Villanueva. Esta familia se murió ya, ya se acabó, pero hay muchos que de memoria sí se los puedo decir, pero ya viendo una l ista pues se los digo con más facilidad.Trabajadora, en otra sección del taller

         —- No mencionó usted a ninguna dama.

         —- Mire, decía al principio que el padre se entusiasmo mucho de vernos trabajar en los telares de manta y ordenó que se compraran máquinas de costura. Ingresaron las muchachas a trabajar, una de ellas es Maria Elena Vázquez Solís, que es la secretaria del consejo de vigilancia; Magdalena Rojas, las hermanas Cázares. Otras aquí de la Colonia México, se me fueron sus nombres. Otras que vivían en el rancho de La Maraña, pero se vinieron a vivir aquí (en La Piedad). Ahorita no recuerdo todos sus nombres, pero era un número grande de muchachas.Versátil uso del rebozo, también como corbatín

         —- ¿Pero ellas trabajaban colateralmente, en talleres de costura?.

         —- No, en talleres de costura, pero aquí mismo en la fuente de trabajo. Quiero decirle  que estuvimos rentando en cuatro casas de La Piedad, antes de estar aquí ubicados ya. La primera, fue en Independencia 179, propiedad  de Jesús Mendoza; la segunda fue en Simón Bolívar número 50; la tercera fue en Hidalgo 192. Por Simón Bolívar también tuvimos otra casa, esa la voy a agregar más, fueron cinco. De allí regresamos por la calle Independencia, pero a una casa de un tío del extinto presidente municipal, Ricardo Guzmán Romero. Su tío era dueño de esa casa. De allí llegamos acá por medio de u n préstamo de dinero que nos prestaron una asociación de católicos alemanes, se llamaba Miserior.

                            RECIBIERON APOYO INTERNACIONAL

         Pero para eso nos ayudó mucho un grupo de sacerdotes que se llamaba Secretariado Social Mexicano, la carta para solicitar ese apoyo. Fuimos a ver al señor arzobispo en ese tiempo don Estanislao Alcaraz, que en una visita pastoral, andaba en San Francisco de Angamacutiro. Y allí le enseñamos la carta, queríamos que fuera nuestro aval, él nos firmó la carta. Sin esa firma, posiblemente no nos hubieran prestado. Nos  prestaron mucho dinero en la nación de Alemania.

         —- Ha transcurrido el tiempo y ahora observo que hay muchísimos actos públicos, algunos directamente mencionados como homenaje a la cooperativa y otros relacionados con la historia del rebozo, el valor del rebozo. ¿Cómo lo ven ustedes todo eso?.

         —- Mire, en primer lugar quiero agradecer al señor José, un gran líder, él se comunicó, con todas las casas comerciales para solicitar esa ayuda de propaganda, nos ayudaron con mucha propaganda, fue él también con las autoridades municipales, incluso nos hizo el favor de entregar una carta firmada por los dirigentes, que se le envió al gobernador Jesús Reyna para que tuviera conocimiento de nuestra obra, para que  nos haga el favor de venir el domingo a nuestra celebración litúrgica y posteriormente a la comida.

         También una persona colaboradora del gobernador, Jaime Mares, Ramón Maya, también piedadenses, que están allá en el gabinete del gobernador, (antes) con Fausto Vallejo, ahora por Jesús Reyna. Entonces pues esa persona que le decía yo, José, es líder de los del Marcado de Abastos, está trabajando sin interés a un puesto político. Ha trabajado mucho en la  política y no lo han sabido reconocer dándole un cargo político. Yo creo que él va a salir adelante y tendrá qué seguir con esa lucha para poder obtener un cargo p olítico, porque se lo merece.En la pasarela

         —- Y él los ha apoyado.

         —- El nos ha apoyado.

         —- Así como dice usted o lo expresa, desinteresadamente. A algo que quiera decir más.

         —- Pues lo que que queremos nosotros los cooperativistas, aquí de nuestra cooperativa,  es que  nos compren el rebozo las muchachas, y no nomás a nosotros, también a los patrones reboceros, para que allá tampoco mueran sus talleres. Que den trabajo a los que tienen allá trabajando, aunque no son cooperativistas. Que los sigan apoyando. Yo sé muy bien que cuando no hay conflictos obrero-patronal, al trabajador lo quieren mucho los patrones. Pero cuando hay conflicto, se vuelve uno enemigo de los patrones. Yo exhorto muy bien a todos los que son sindicalistas, de cualquier índole de sindicato que vayan pensando en formarse en cooperativas.Otra toma de don José, en la zona arbolada del taller rebocero

         La ley general de cooperativas, nueva, da muchas facilidades para que los grupos se organicen. Ya con cinco personas se forma una sociedad cooperativa.(www.losalrededores.wordpress.com; http://www.www.losnuevostiempos.wordpress.com )

(Fotos de Silviano M. C. )

 

 

He Has His Back

Gold Can Stay

At a place that shall remain nameless on a day and at a time that shall remain shrouded, a young man, slightly older and much larger than Oscar, took it upon himself to share his thoughts on my oldest son’s name:

Ha, ha.  Oscar?!  Do you eat garbage?  Like Oscar in the trashcan?  Ha, ha, ha.

My son handled it with more aplomb than I ever would have expected, and, to be honest, more aplomb than I.  So, this post is not about his reaction to the unfortunate but all-to-prevalent teasing that is the bane of childhood.

It’s also not about bullying or teasing in general.

Or about how in an instant a typically reasonable adult human being can be reduced to a very unreasonable shell of her former self.

IMG_1212It’s about a brother’s reaction.

Edgar, when he had my ear and was away from Oscar’s, asked:  “Mom, that boy…

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Que los jóvenes hagan lío en las calles y promuevan los valores, pidió el Papa Francisco

(Tomado de Religión Digital

http://www.periodistadigital.com/religion/ )

El Papa pide a los jóvenes argentinos que “hagan lío” en las calles y confiesa sentirse “enjaulado”

El programa de Francisco para la Iglesia: “Las Bienaventuranzas y Mateo 25. No necesitan leer otra cosa”

“Ustedes los jóvenes y los ancianos están destinados al mismo destino: la exclusión. No se dejen excluir”

Jesús Bastante, 25 de julio de 2013 a las 18:03

¿Qué es lo que espero como consecuencia de la JMJ? Espero lío. Que acá va a haber lío, sí… Pero quiero lío al salir de Río. Quiero lío en las diócesis, quiero que se salga fuera. Quiero que la Iglesia salga a la calle

(Jesús Bastante).- En ocasiones, las palabras menos esperadas suelen ser las más relevantes. Eso ha ocurrido esta tarde, cuando después de abandonar la favela, Francisco se ha dirigido a la catedral de Río, donde ha mantenido un encuentro con cerca de 40.000 jóvenes argentinos. Ante los chicos y chicas de su patria, y muy emocionado, Francisco ha dado las claves de la Iglesia que pretende construir: “Las Bienaventuranzas y Mateo 25 (parábola de los talentos y el Juicio Final). Os vendrán bien. Éste es el protocolo con que nos van a juzgar. No necesitan leer otra cosa”.

Las Bienaventuranzas y Mateo 25. Dos de las lecturas obligadas para cualquiera dispuesto a cambiar el mundo, y a no encerrarse tras los muros de una iglesia, sin salir a la calle. Todo un programa de servicio, todo un programa de gobierno.

Pero no se quedó ahí. Bergoglio, muy en su salsa (llegó a interrumpir en varias ocasiones a monseñor Arancedo, quien le presentó, para aplaudir a los jóvenes por estar dentro, “y a los que están fuera, mojándose con la lluvia”), dio otras tres claves, otros tres puntos que espera de la juventud cristiana.

La primera, “que hagan lío”. “¿Qué es lo que espero como consecuencia de la JMJ? Espero lío. Que acá va a haber lío, sí… Pero quiero lío al salir de Río. Quiero lío en las diócesis, quiero que se salga fuera. Quiero que la Iglesia salga a la calle. Quiero que nos defendamos de todo lo que sea mundanidad, instalación, comodidad, clericalismo, estar encerrados en nosotros mismos. Si no salen, se convierten en una ONG. Y la Iglesia no puede ser una ONG”, dijo el Papa ante una multitud enfervorecida.

Tanto, que el Papa casi pidió perdón: “Que me perdonen los obispos y los curas si alguno después le arman lío a ustedes”. Pero no se frenó: “éste es mi consejo: gracias por el lío que puedan hacer”.

En segundo lugar la lucha por la dignidad de todos, especialmente de “los dos polos de la vida, los jóvenes y los ancianos”. “Esta civilización mundial se pasó de rosca. Es tal el culto que ha hecho al Dios dinero que estamos presenciando una filosofía y una praxis de exclusión”, denunció Francisco, que criticó tanto la “eutanasia activa”, como “la eutanasia cultural. También hay una exclusión de los jóvenes. Es una generación que no tiene la experiencia de la dignidad conseguida por el esfuerzo”.

Por ello les pidió, “los jóvenes tienen que salir, hacerse valer, tienen que salir a lluchar por los valores”. Y “los viejos”, que “abran la boca y nos enseñen. Transmítannos la sabiduría de los pueblos”.

“No claudiquen, ancianos, de ser la reserva cultural de nuestro pueblo, los que transmiten los valores y la memoria. Y ustedes (a los jóvenes) no se metan con los viejos, escúchenlos”. Porque, “en este momento, ustedes, jóvenes y ancianos, están destinados al mismo destino: la exclusión. ¡No se dejen excluir!“, bramó Francico.

Y la tercera, la autenticidad: “Es un escándalo que Dios se haya hecho uno de nosotros, que haya muerto en la cruz. La cruz sigue siendo escándalo, pero sigue siendo el único camino. Por favor, no licúen la fe en Jesucristo. No tomen licuado de fe: la fe es entera, no se licúa, es la fe en el hijo de Dios hecho hombre que murió por mi”.

En resumen, y esto lo repitió hasta en tres ocasiones Francisco: “Hagan lío, no se dejen excluir ni excluyan, y no licúen la fe en Jesucristo“. Y después, la gran lección, el gran consejo. “Las bienaventuranzas…. Léanlas que os vendrán bien. Leed Mateo 25 (los talentos). Que es el protocolo con que nos van a juzgar. No necesitan leer otra cosa”.

Y, finalmente, una confesión. “Me da pena que estén enjaulados, pero les digo una cosa. Yo por momento siento ‘qué feo que es estar enjaulado’. Los comprendo. Me hubiera gustado estar más cerca de ustedes pero comprendo que por razones de orden no puedo”, y otra vez el escándalo de los jóvenes que, como pidió el Papa, tienen toda la pinta de “hacer mucho lío” a partir de ahora.

El acto finalizó con la petición de Francisco a los jóvenes: “Recen por mí. Necesito de la oración de ustedes”, y la bendición de la imagen de la Virgen de Luján y la Cruz de San Francisco, que servirán para misionar por toda la Argentina. “No se olviden, hagan lío. Cuiden los dos extremos de la vida (ancianos y jóvenes) y no licúen la fe”, y el Papa se despidió. Haciendo lío.

Florecitas en La Piedad, IV. Karen

Florecitas en La Piedad, IV. Karen.